Escola de Charrua está inserida na coletânea.
Para comemorar o dia do Índio 19
de abril, a Escola da Reserva Indígena do Ligeiro, Fág Mág, realizou durante a
semana muitas atividades. Segundo a diretora, Elaine Caldato, a Mostra da
Cultura e Resgate da História Indígena acontece todos os anos. Nesta edição,
houve o lançamento de um livro sobre Artesanato Indígena, o que, para ela,
enriqueceu ainda mais o evento. “Recebemos alunos visitantes dos municípios de
Sananduva, Benjamim Constante, e Tapejara. É uma forma deles conhecerem a nossa
realidade e esta cultura”, destacou a diretora.
Atualmente estudam na Escola, 389
alunos. Dos 22 professores, 17 são indígenas. A Escola tem se preocupado também
com acesso à informatização e disponibiliza professor capacitado e laboratório
de informática aos alunos e à comunidade.
Na sexta-feira, 20 de abril, o
organizador do Livro Artesanato Indígena, José M. Palazuelos Ballivián,
popularmente conhecido como professor
Manolo, esteve pessoalmente na escola para o lançamento. Dentre as
autoridades, o prefeito Luiz Carlos Franklin da Silva, prestigiou as atividades
e parabenizou todos pelo trabalho que é realizado na escola.
O organizador da obra é boliviano
e mora no Rio Grande do Sul há 11 anos. Manolo é zootecnista e mestre em
agroecologia. A obra reúne relatos sobre o artesanato Kaingang e Guarani do Sul
do Brasil. Participaram da pesquisa sete escolas indígenas do RS e SC, entre
elas a de Charrua. “A obra passa a essência do que precisa ser mostrado às estruturas
governamentais e à sociedade. O trabalho manual, o saber, é passado de geração
em geração. Impressiona a variedade de objetos artesanais e a relação dos povos
indígenas com a matéria-prima. Um aspecto que caracteriza as famílias Kaingang
e Guarani é a sua estreita e criativa relação com as plantas utilizadas para o
artesanato”, conta Manolo.
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