Ministro da Reforma Agrária apoia mais
biocombustíveis na matriz energética
“Se não há impedimentos de outra ordem, sempre
seremos a favor de mais biodiesel no diesel”, disse Pepe Vargas
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas,
afirmou hoje (7/3) no Rio Grande do Sul que sua pasta sempre apoiará o aumento
da mistura de biodiesel no diesel fóssil, hoje de 5%, em discussão na Comissão
Executiva Interministerial do Biodiesel. “Não havendo impeditivo de outra
natureza, nós sempre seremos a favor de mais biodiesel no diesel – disse ele –,
por todos os benefícios que a medida implica”.
Mais de cem pessoas, a maioria de pequenos
agricultores, assistiram ao debate sobre a produção do biocombustível promovido
pela BSBIOS e pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil
(APROBIO) a na feira ExpoDireto, na cidade de Não Me Toque, em parceria com a
Rede Brasil Sul de Telecomunicações.
O presidente da BSBIOS e APROBIO, Erasmo
Battistella, afirmou que a indústria nacional do biocombustível, que gera 113%
mais empregos que a do diesel mineral e economiza divisas na balança comercial
em menos importações do derivado de petróleo (R$ 11,5 bilhões de 2008 a 2011
segundo a Fipe), “pode fazer muito mais pelo país, não necessariamente com o
aumento da mistura, mas com o novo marco regulatório, que nos dê mais segurança
jurídica e regulatória.
Segundo o empresário, somente assim as usinas
poderão investir com segurança na diversificação de matérias primas, em projetos
de sete anos de maturação até a fase de escala de comercialização. Ele pediu ao
ministro que seja mais um porta voz do setor em Brasília a ajudar a desatar o
nó da nova legislação. Erasmo entregou a ele o estudo da Fipe encomendado pela
APROBIO sobre os impactos socioeconômicos da produção do biocombustível no
país.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na
Agricultura, Elton Weber, disse que a sintonia do campo com a indústria de
agroenergia é muito grande. “Nós temos conseguido contribuir com a produção de
biodiesel sem prejudicar a oferta de alimentos”. Segundo ele, foram pagos R$ 40
milhões em bônus à agricultura familiar no ano passado no Rio Grande do Sul,
dentro do programa de produção de biodiesel, que prevê o Selo Combustível
Social.
O secretário adjunto de Agricultura do RS, Cláudio
Fiorezi, lamentou que o Estado importe todo o etanol consumido, mas salientou
investimentos de R$ 750 milhões em projetos de seis refinarias do
biocombustível a partir de arroz e outras culturas. No biodiesel, a pasta tem
contribuído com estudos de melhoria genética da canola, outra matéria prima do
óleo.
O diretor de Biodiesel da Petrobras
Biocombustíveis, Alberto Oliveira Fontes, enfatizou os investimentos da empresa
no setor, que considera complementar ao dos combustíveis fósseis.
Pepe Vargas encerrou o debate enaltecendo a
contribuição da agricultura familiar para a economia do país. “São 12 milhões
de pessoas que produzem em apenas 24% das terras cultiváveis do Brasil,
responsáveis por 70% do valor bruto da produção”, concluiu o ministro.
Alberto Oliveira Fontes, diretor de biodiesel da
Petrobras Biocombustível; Pepe Vargas, ministro do Desenvolvimento Agrário;
Lasier Martins, mediador do debate; Erasmo Carlos Battistella, diretor
presidente da BSBIOS e presidente da APROBIO; e Claudio Fioreze, secretário
adjunto da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do RS.
Letícia Fazolin
Assessoria
de Comunicação BSBIOS